Sabe aquelas pessoas que vivem a infernizar a vida da gente? Aquelas que condenam tudo, que criticam tudo, que vêem maldade em tudo, que compram fiado pra não pagar, que vê todo mundo com mal intencionado e que adoram mandar e retransmitir e-mails difamando alguém? Aquelas pessoas que se incomodam com o sucesso dos outros, que não suportam ver alguém sendo aplaudido e elogiado, não pode ver alguém crescer financeiramente que quer dar o tombo? É sobre elas que estou a escrever aqui.
Conforme todos sabem, o mundo é muito heterogêneo nos seus mais diversificados segmentos e torna-se fundamental que aprendamos a identificar as diferenças, para não nos iludirmos em achar que é normal àquilo que não é, que são bons aqueles que não são, e que estão certos aqueles que não estão certos.
A criatura humana é assim: existem pessoas estúpidas, violentas, duras, insensíveis, intolerantes, agressivas e perversas e enrolada, ao mesmo tempo em que existem, também, pessoas pacíficas, dóceis, compreensivas, sensatas, honestas e carinhosas.
O grande problema é que o violento não se acha violento, o radical não se acha radical, o ciumento não se acha ciumento, o desonesto não se acha desonesto, até chegar o ponto de comprar pra não pagar e acreditar que não pagou porque não teve condições.
No dia-a-dia convivemos com pessoas extremamente duras, rigorosas, patrulhadoras das vidas dos outros, críticas em excesso, que adoram colocar o dedo na ferida dos outros, metidas a dar lição de moral, lição de superioridade espiritual, lição de português... Enfim, se portam, em relação aos outros, com se elas fossem o supra-sumos da perfeição.
O talento, a competência e o sucesso de alguns incomodam alguns outros milhões. Você conhece, tenho certeza, diversas pessoas que dizem ter uma raiva enorme da Xuxa, não é verdade?
Pois bem. O que levaria uma pessoa que mora no interior do Ceará, de Goiás, da Bahia, do Pará, etc... Ter ódio da Xuxa, se nunca conviveu com ela?
Inveja, inveja e inveja.
Como é que pode alguém odiar a Sandy, uma menina extremamente meiga, não se envolve em confusão nenhuma, não alimenta qualquer imprensa de fofoca, exemplo de excelente filha, centrada, equilibrada e nunca se viu falar mal de ninguém?
O invejoso não admite, em hipótese alguma, ser invejoso; da mesma forma que o alcoólatra não aceita ser chamado de alcoólatra, porque sempre diz que bebe socialmente e que pára de beber a hora que quiser.


